Laboratório de Inovação

Afinal o que é INOVAÇÃO?

Inovação é diferente de Invenção (constructo) e diferente de Descoberta (fato científico). E também não se refere, necessariamente, à tecnologia, pois muitas inovações simples transformaram a vida de milhões de pessoas.

Quer exemplos? O filtro de barro para água, a bicicleta, o pão de queijo congelado!

A Inovação traz em si um conceito social e econômico, que utiliza a criatividade para resolver problemas, desafios ou necessidades.

Inovar é questionar o status quo, testar a realização de tarefas de forma diferente, sempre com foco na melhor prestação do serviço para o usuário, seja ele interno ou externo.

Como ensina Clay Shirky em seu livro “Lá Vem Todo Mundo”: Precisamos de novos comportamentos, muito mais que novas ferramentas.

Neste sentido, a inovação nem sempre será tecnológica, ou disruptiva a ponto de mudar totalmente o modelo de negócio. A mais básica e muito efetiva é a inovação incremental: ao longo de várias versões do serviço (aprimoramento), será percebida a inovação acontecendo.

Por que é preciso inovar no setor público?

Para a gestão pública, inovar é construir nas organizações uma mentalidade de resolução de problemas relacionados ao excesso de burocracia e processos, transformando cenários.

A nova filosofia de gestão ultrapassa as barreiras da tecnologia e passa a priorizar o aprimoramento contínuo da qualidade de produtos e processos, criando novas formas de contato com o usuário.

Chamamos esta tendência de “Engajamento Cidadão”, segundo o qual a Administração Pública deve trazer o cidadão para colaborar e construir junto as soluções, assumindo uma verdadeira posição de “cão-guia” na jornada da melhoria do serviço público.

Em suma, inovar no serviço público destrava s máquina pública, promove sustentabilidade e fortalece a confiança nas instituições.

A Inovação no Poder Judiciário.

A Gestão Estratégica já é realidade em todos os segmentos da Justiça, com vistas à condução necessária à governança judiciária e os direciona a elaboração do Planejamento Estratégico do Judiciário.

Todavia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Política Nacional de Priorização do Primeiro Grau, por compreender a necessidade de diminuir as distâncias entre os formuladores das metas e os agentes responsáveis pelo seu cumprimento, tem implementado importantes ações no sentido de que a análise da governança da Justiça Federal possa dar voz e sentido aos principais atores da realização do serviço judiciário (magistrados e servidores).

Assim, a Resolução nº 221/2016-CNJ, instituiu os princípios da gestão participativa e democrática na elaboração de planejamentos estratégicos.

Na Justiça Federal do Paraná, a Direção do Foro, atenta à Resolução e visando estimular a formação e o desenvolvimento da cultura da inovação na Seção Judiciária do Paraná, determinou a criação do “Laboratório de Gestão e Inovação”, aonde servidores,  magistrados, outros operadores do direito e usuários da Justiça poderão desenvolver, com o uso de técnicas e metodologias próprias, proposições de projetos e ações que favoreçam o incremento da prestação jurisdicional e o oferecimento de um serviço público de maior qualidade aos cidadãos, a ser deliberadas e executadas pela ou com o aval da Administração Seccional (Processo SEI nº 0001818-21.2019.4.04.8003) 

Desafios da Inovação.

Sempre que se toca no assunto, é comum a pergunta: se não há concorrência de mercado, por que encarar o desafio de inovar?

Para Cassiane Vilvert, do WeGov, “adotar abordagens não tradicionais para encarar o trabalho, viabilizando as causas  fundamentais pelas quais os órgãos públicos existem é o principal motivo:  inovar para atender  melhor os interesses dos cidadãos e da sociedade, construindo políticas públicas de qualidade, ao mesmo tempo vencendo desafios burocráticos, jurídicos e administrativos”.

Por este ângulo, fica claro que a inovação no setor público não precisa significar uma grande mudança isolada, desafiadora e impossível de ser atingida. Mas pode representar um conjunto de “micro-inovações”, pequenas novas práticas instituídas com o objetivo de suplantar velhos problemas, ressignificando o serviço prestado ao acompanhar as mudanças sociais, com mais qualidade.

Paralelamente, a prática traz muitos benefícios aos prestadores do serviço público, pois a chave do sucesso e produtividade não é trabalhar demais e, sim, trabalhar de forma mais inteligente… com muito menos desgaste de energia e tempo!

Não é uma tarefa fácil! Você se lembra que há pouco tempo atrás ter um desktop na mesa de trabalho era um luxo? Alguns Órgãos possuíam o “laboratório de informática”, e era o único local onde os servidores podiam operam computadores? E agora todos temos dupla tela…

Pois é!  Desejamos fortemante – e trabalharemos para isso – que a cultura da inovação na JFPR seja tão fluida que não precisemos mais de um local, um “Laboratório de Inovação”. Desejamos que soluções de grande impacto para problemas complexos sejam solucionadas mesmo num ambiente cinza, com 4 pessoas pensando como designers!

Bem vindos à Justiça 4.0!

#iNovaJFPR

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